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Autor Tópico: Governo Sombra  (Lida 140 vezes)
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VanB
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« em: 09 de Janeiro de 2011, 03:48 »


Começou por ser um Blog, em Novembro de 2008 Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares iniciam as reuniões semanais do Governo Sombra.

Em Maio de 2009 a sua voz passou a ser ouvida semanalmente na TSF, onde todos os assuntos da actualidade são debatidos de forma "mais ou menos séria"...

Mas que incomodam quem de facto governa

Em Junho de 2009

O Ministério Público (MP) mandou arquivar o processo instaurado pelo primeiro-ministro José Sócrates contra o jornalista - e "ministro" deste Governo Sombra - João Miguel Tavares.

O MP considerou que no artigo «José Sócrates, o Cristo da Política Portuguesa» João Miguel Tavares não ultrapassou os limites na crítica que fez ao chefe do Governo e líder do PS, enquanto figura pública.

Os termos do artigo - ao contrário do que pretendia José Sócrates - são "insusceptíveis de causar ofensa jurídica penalmente relevante»

Em Outubro de 2009

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa mandou arquivar o processo instaurado por José Sócrates contra o «ministro» do Governo Sombra João Miguel Tavares.

É a segunda vez que a Justiça nega provimento à queixa do primeiro-ministro.

O Tribunal entende que «o artigo de opinião escrito pelo arguido João Miguel Tavares se encontra plenamente inserido no exercício da liberdade de expressão.»

O despacho transcreve diversos excertos do artigo que motivou a queixa do «ofendido José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa» para concluir que todo o texto «traduz a manifestação legítima de uma opinião, crítica e negativa, é certo, mas tecida sobre as opiniões políticas» manifestadas por José Sócrates «relativamente ao comportamento de alguns meios de comunicação social.»

«A grande questão, no fundo», escreve a juíza, depois de transcrever uma das passagens do artigo publicado no Diário de Notícias, «é a de saber se é possível, em democracia, num artigo de opinião, pôr em causa a capacidade democrática de um político, sem que isso ofenda a sua honra e consideração».

E no parágrafo seguinte conclui: «Na realidade, afigura-se-nos que é exactamente nesse ponto que a liberdade de expressão se exerce, na possibilidade de poder questionar as acções e opções políticas de um político, designadamente as que podem colidir com os princípios da democracia, e é também neste tipo de situações que o direito à honra tem de ceder em prol da liberdade de expressão.»

Com estes argumentos o processo de Sócrates contra o jornalista João Miguel Tavares é arquivado pela segunda vez. O queixoso pode ainda recorrer para o Tribunal da Relação.

E assim o fez...

Em Abril de 2010

O Tribunal da Relação de Lisboa voltou a não dar provimento ao processo desencadeado por José Sócrates contra o «ministro» do Governo Sombra, João Miguel Tavares.

É a terceira vez que Sócrates vê ser-lhe negada razão na Justiça por este caso.

Segundo o acórdão, «a exigência da prova da verdade de uma opinião é impossível de cumprir e infringe a própria liberdade de expressão.»


Posto isto, bem podem dizer que

Eles Querem, podem mas não mandam - Mas também ninguém os cala (por agora...)




Eis o curriculum dos governantes do Governo Sombra


Ricardo Araújo Pereira nasceu em Lisboa, em 1974.

Em 2003, juntamente com Miguel Góis, Tiago Dores e José Diogo Quintela, formou o grupo humorístico Gato Fedorento.

Escreve crónicas na revista Visão e no jornal A Bola.

É o sócio nº 17.411 do Sport Lisboa e Benfica.



Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972.

Licenciado em Direito pela Universidade Católica.

Entre 1998 e 2007 fez crítica literária no Diário de Notícias.

É desde 2007 crítico no jornal Público, onde também assina uma crónica semanal.

Exerce actualmente as funções de Director interino da Cinemateca Portuguesa.

Publicou seis livros de poemas (o mais recente é «Senhor Fantasma», 2007) e quatro de prosa (o último foi «Estado Civil - Diário de uma Crise», 2009).


João Miguel Tavares nasceu em Portalegre em 1973.

Após uma passagem fracassada pela Engenharia Química, licenciou-se em Ciências de Comunicação.

Iniciou a sua carreira profissional no Diário de Notícias, onde se manteve até 2007, altura em que saiu para fundar a revista Time Out Lisboa.

É colunista do Correio da Manhã.

Vive com a mulher e os três filhos em Lisboa.


Que se saiba nenhum deles frequentou a UNI  up1

« Última modificação: 09 de Janeiro de 2011, 03:53 por VanB » Registado

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